Bem-vindos!

Mas entrem com a cabeça aberta para novas percepções, afinal, várias décadas escutando a mesma coisa e não se aprofundando nos textos, de certo modo é apavorante! Leia, releia, pesquise. Novos horizontes se abrirão pra você e com o entendimento, terás a verdadeira liberdade. Ah .. por favor: marque na caixa de diálogo o que você achou do texto e deixe seu comentário, ok? Obrigado pela visita

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

HINDUÍSMO - BRAHMA



Brahma é o criador de todo ser vivo, a semente de tudo o que é. Ele é imensidão infinita, da qual espaço, tempo e causa se originam. É o doador do conhecimento, das artes e ciências. Filosoficamente, é o primeiro estágio da manifestação da noção de existência individual. Teologicamente, é o criador não criado, o primeiro ser nascido.

A representação do deus Brahma é cheia de significados. Os principais:

- a flor de lótus sobre a qual ele fica em pé (ou o cisne onde se senta): discriminação e sabedoria.

- as quatro cabeças: podem enxergar em qualquer direção e lembram os quatro Vedas, as quatro yugas (épocas do tempo) e as quatro varnas ou castas – estratificação social das pessoas na Índia.

- os olhos fechados: postura de meditação.

- os objetos na mãos (que variam dependendo da pose em que o deus é retratado):

aksamala, rosário de contas ou mala (cordão), que representa o tempo;

kurcha, escovinha feita da erva indiana chamada kusha, considerada sagrada e usada em muitos rituais;

sruk, uma concha de madeira usada para verter ghee no altar do fogo durante os rituais (sendo que o tamanho da haste dessa concha é do comprimento do braço do sacerdote);

e sruva (colher de cobre, prata ou bronze, também usada nos rituais para oferecer ghee ao fogo sagrado);

Kamandalu, pote d’água, que lembra as águas onde toda criação se originou;

Pustaka, livro, indicando o conhecimento sagrado e secular.

As escrituras informam que cada dia e cada noite de Brahma têm quatro bilhões e trezentos e vinte milhões de anos terrestres, e que mil ciclos de quatro eras estão contidos nesse tempo. No final do dia desse deus, uma colossal nuvem é chamada pelo rei dos céus, Indra, para inundar o universo. E então todas as criaturas permanecem latentes até seu dia começar novamente.

Há duas versões para o nascimento de Brahma. Na primeira ele surge como Hiranyagarbha, dentro de um ovo de ouro que se divide em duas partes: metade torna-se o plano celestial; metade torna-se a Terra. Entre as duas partes surge o céu.

Na outra versão, o deus é conhecido por nascer de uma flor de lótus que sai do umbigo de Vishnu. Daí advêm dois de seus muitos nomes: Nabhija (nascido do umbigo) e Kañja (nascido da água).

Outros nomes seus são Prajapati, o deus da progenitura (do qual todos os seres humanos são herdeiros); Pitamaha, o patriarca; Vidhi, aquele que ordena; Lokesa, o mestre dos mundos; e Dhatr, aquele que sustenta. E ainda é Visvakarma, o arquiteto do mundo. O nome Narayana, aquele que permanece nas águas, foi primeiro designado a Brahma mas, posteriormente, passou a indicar Vishnu.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu
Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


Carlos Drummond de Andrade

domingo, 4 de janeiro de 2009

2009


Começou um novo ano. Novos desafios, novas possibilidades, novos problemas, novas esperanças. Espero que 2009 seja melhor que o ano que passou. Quem sabe algumas coisas consideradas impossíveis aconteçam?

Feliz Ano Novo à todos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

VOCÊ SABIA ...

Que Jesus não nasceu em 25 de dezembro?

Em Lucas 1:26-31, o anjo anuncia que Maria engravidaria:

No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.

Pelo calendário Judaico, o sexto mês equivale à Setembro, portanto, Jesus teria nascido em maio ou junho.

Entre os pagãos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra. Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.

Apenas após a cristianização do Império Romano, realizado por Constantino, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Rei Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados do paganismo para o pseudo cristianismo.

As festividades pagãs de Saturnália (17 à 24 de dezembro) e Brumália (25 de dezembro) estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto ao povo que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância.

Portanto, a escolha da data do dia 25 de dezembro para o nascimento de Jesus por Constantino, nada mais foi que um golpe político para que os pagãos do Império Romano absorvessem melhor a nova doutrina que estava se formando.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Da série Problemas com a Bebida - Parte II

Enfrentando as dificuldades


Daqui a pouco será Natal e logo,logo, Ano Novo. Ninguém sabe o que virá por aí mas seja o que for, desejo que vocês enfrentem o que vier pela frente com força, amor e coragem.
Abraços.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008