domingo, 28 de novembro de 2010
Fanatismo é brabo mesmo
João 14.14. Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei.
Qualquer coisa: uhuum ... rs
sábado, 27 de novembro de 2010
Pensamento
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A Visão de Gabriel

Boas novas para o desespero dos cristãos.
Encontrada na Transjordânia, uma tabuleta em pedra dará muito o que falar. Batizada de "A Visão de Gabriel" , esta tabuleta data do primeiro século antes de Cristo e refere-se a um texto apocalíptico ditado pelo Anjo Gabriel. Nessa "visão", Gabriel informa que um rei do mal terá sucesso em destruir muitos dentre o povo de Israel e matará o seu líder, o "Principe dos Príncipes". Depois de três dias, este líder será ressuscitado pelo anjo Gabriel.
Esta é a interpretação do Prof. Israel Knohl do Departamento de Estudos Bíblicos na Universidade Hebraica de Jerusalém. Apesar de muitos trechos estarem apagados (o texto foi escrito em tinta sobre pedra, muito incomum àquela época), o prof. Israel baseia-se, principalmente, na linha de número 80 da coluna da esquerda, transcrita abaixo:
"Em três dias, vi[?], Eu, Gabriel [?]"
Para o professor, o texto quer dizer: "Em três dias, volte à vida. Eu, Gabriel, ordeno".
Os cristãos irão achar que essa seria uma comprovação para a ressureição de Jesus. Acontece que esta tabuleta relata dois tipos de ressurreição, aliás, relata a ressurreição de dois messias diferenciados: um messias, filho de Davi e outro messias, Efraim, filho de José.
O retorno do filho de Davi implicaria em uma vitória militar e se incorpora perfeitamente às projeções do Messias esperado pelos judeus: um líder triunfal que irá instituir a Idade Messiânica após "um dia de batalha", liberando o povo judeu do domínio romano.
Já o retorno do filho de José, implicaria em um novo tipo de messianismo judaico: o que envolve sofrimento e morte.
Para o prof. Israel Kohl, está comprovado que a visão de messianismo com sofriemento e morte já estava enraizada nos judeus à época do nascimento de Jesus e, portanto, não seria uma coisa nova.
Esta semana, num documentário da National Geografich, o prof. Israel afirma que este messias militar, referido na tábua de pedra, seria um judeu de nome Simão de Peréia, citado por Flávio Josefo em seu livro "Antiguidades Judaicas". Neste livro, Josefo afirma que um "messias" chamado Simão, no século IV A.C., líder de uma revolta contra os romanos e que intitulou-se "rei dos judeus", teria invadido e queimado o palácio de Herodes após a sua morte. Logo em seguida, teria sido assassinado pelos romanos e todos os seus seguidores, que foram capturados, teriam sido cruxificados como exemplo.
Para comprovar sua teoria, o prof. Israel Kohl visitou as ruínas do palácio de Herodes e encontrou pedras chamuscadas e queimadas pelo fogo. Também enviou a tabuleta para especialistas que comprovaram, através de vários testes, que a pedra pertencia à mesma região da ação de Simão.
A única coisa não comprovada até agora é a palavra "viva" em sua totalidade, pois o tempo apagou duas letras.
De qualquer forma, vemos que a concepção de messianismo com sofrimento e morte estava bem enraizada entre alguns judeus daquela época. Uma hipótese levantada é que Jesus tinha o conhecimento desse texto, bem como sobre a morte de Simão e, nas escrituras do Novo Testamento, os textos mostram que ele faz questão de diferenciar-se de um messias militar.
Com base nessas novas descobertas e juntando com o que já se tem, será que Jesus não provocou sua própria morte para ser aclamado como esse messias, filho de José? Nesses trinta e poucos anos que separaram Simão de Jesus, o ânimo entre judeus e romanos estava por um fio e, numa demonstração desrespeitosa e agressiva, Jesus entra no templo e derruba mesas, espalha o dinheiro dos vendedores, quebra cerâmicas, liberta animais que eram para sacrifícios, causando a maior confusão. Obviamente ele sabia que seus atos o levariam à prisão e, consequentemente, à morte.
Fica aqui a este questionamento, para ser refletido.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Pensamento do Dia
Fanatismo - Parte II

fanatismo
fa.na.tis.mo
sm (fanáti(co)+ismo) 1 Excessivo zelo religioso. 2 Facciosismo, partidarismo. 3 Dedicação excessiva a alguém, ou a alguma coisa; paixão. 4 Adesão cega a uma doutrina ou sistema.
Fonte: Dicionário Michaelis
Como vemos, o significado de fanatismo é amplo: uma pessoa pode ser fanática por uma religião, um clube de futebol, um partido político, por alguém famoso ou não, etc. Hoje, assim como em outra postagem (http://cybermago.blogspot.com/2010/01/o-fanatismo-religioso-entre-outros.html), retornaremos a este assunto que é uma pedra no sapato da sociedade atual. Obviamente nos centralizaremos no Fanatismo Religioso, visto que de todos os tipos de fanatismo, este é que tem maior capacidade de manipulação alheia.
Hoje, as duas religiões que demonstram possuir os mais altos graus de fanatismo são as religiões Islâmica e Evangélicas Neo pentecostais.
Na religião Islâmica, este fanatismo deve-se a um grupo específico, os chamados extremistas. Este grupo é constantemente incentivado a combater um inimigo religioso - no caso os Estados Unidos da América, cujo ponto máximo de agressão fanática foram os incidentes acontecidos em 11 de setembro de 2001 com a derrubada das Torres Gêmeas.
Em contra-partida, os evangélicos Neo-pentecostais quase em sua totalidade demosntram alto grau de fanatismo, chegando a relacionar qualquer praticante de outra religião que não for a sua de servos do demônio. Interessante isso, afinal, o demônio é um personagem exclusivamente judaico-cristão, portanto, inexistente em outros cultos religiosos.
Viktor Emil Frankl, médico psiquiatra austríaco, Phd, fundador da escola da Logoterapia, descrevia o fanático por dois traços essenciais: a absorção da individualidade na ideologia coletiva e o desprezo pela individualidade alheia. Resumindo: o fanático transforma o que lhe é passado em alguma coisa exclusivamente e individualmente sua, achando que somente sua opinião é válida bem como a sua verdade é única, exclusiva e imutável.
Alguns fanáticos religiosos necessariamente não precisam ser violentos, irritadiços, nervosos ou hidrófobos.
O fanático religioso está tão afinado com a ideologia coletiva que ela basta como canal para a expressão de seus sentimentos, vivências e aspirações, sem nada sobrar daquele hiato, daquele abismo que o homem diferenciado vê abrir-se, com freqüência, entre seu mundo interior e o universo em torno. O fanático religioso pensa e sente com a sua ideologia, ama e odeia com a sua ideologia, quer o que sua ideologia quer e age como sua ideologia manda agir. Tudo o que no seu ser escape dessa bitola é desimportante ou doente aos seus olhos e fatalmente, ao seu ver, está condenado.
O fanático religioso está tão preso as suas verdades individuais que qualquer coisa que lhe é dita e contrarie suas "verdades intocáveis", por mais coerentes, lógicas e verdadeiras que elas sejam, imediatamente são rechaçadas pois sua mente está tão presa à bitola de sua ideologia coletiva que qualquer outra verdade além da sua é imediatamente rechaçada.
A conseqüência imediata do fanatismo religioso é o sectarismo, que encarcera a liberdade de consciência e de pensamento próprio, fazendo que o fanático acabe sendo um escravo de certas verdades que lhe proíbem a expansão da alma pela idéia e pela razão. Para o fanático religioso, não existe em seu vocabulário qualquer palavra que exprima algum tipo de questionamento, dúvida ou explicação lógica e coerente. Ele simplesmente aceita e, para sua fé, não é necessária qualquer tipo de justificativa e sua inteligência, o ato de pensar no todo, praticamente é inexistente.
O fanático é a antítese do herói e do entusiasta. Enquanto o herói e o entusiasta lutam por uma causa justa, o fanático assume uma atitude de intolerância às idéias alheias. O herói e o entusiasta podem até morrer pela causa que defendem, mas jamais o fazem para aumentar o número de prosélitos. O fanático, contrariamente, não recusa meios violentos e até cruéis para os conseguir. O atentado de 11 de setembro é um exemplo perfeito mas damos outro exemplo de violência fanático-religiosa mais branda e com o mesmo motivo. O preconceito e a intolerância religiosa:
Como vemos, o ápice do fanatismo religioso é a loucura. A fé exacerbada em nome do "Senhor Jesus" extrapola qualquer conceito moral, ético e constitucional, fazendo com que os fiéis sejam os "cavaleiros vingadores de Deus".
Obviamente nem todos os fanáticos são assim. Seu limite máximo chega até o sectarismo, afastando-se de toda e qualquer pessoa que não tenha a mesma crença que eles, afinal, são "servos do demônio" e não compactuam com suas "escrituras sagradas".
Em contra-partida, existem pessoas que, apesar de terem a mesma crença dos fanáticos, não desrespeitam a fé alheia, como o Pastor que aparece no final do vídeo acima. Isso é um exemplo a ser seguido.
A mensagem que lhe deixo, cristão, é que não deixe o fanatismo tomar conta da sua racionalidade e da sua consciência. Observe com atenção a foto colocada no início desta postagem. O que você vê? Que pecado você acha que esta criança cometeu para que chegasse ao ponto de estar usando um microfone para expressar seus sentimentos? Aonde você acha que vai parar o fanatismo que está sendo absorvido por esta criança quando ela for adulta?
Então, cristão, pense, reflita sobre suas atitudes e veja se realmente vale a pena se afastar das pessoas que você ama e que amam você por uma seita que segrega, demoniza e desune ao invés de aliar. Nunca é tarde para mudar. Nunca é tarde para espalhar o amor sem preconceito. Nunca é tarde para realmente amar seu próximo.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Pensamento do Dia
domingo, 21 de novembro de 2010
Perguntas que aguardam respostas.
As perguntas referem-se a Isaías 45:
Se "Ele" faz a paz e CRIA o mal, para quê serve a figura do diabo/satanás/lúcifer/belzebu e etc? Está claríssima a afirmação da própria boca do senhor: EU CRIO O MAL. Então, podemos supor que:
- A figura de satã (sim, satã e não satanás ou lúcifer pois são denominações romanas - satã, em hebraico Shâtan, quer dizer adversário, opositor - veja o estudo sobre Satanás aqui: http://cybermago.blogspot.com/2010/05/satanas-o-bode-expiatorio.html) realmente só foi introduzida na cultura judaica após o retorno do exílio.
A segunda pergunta é a seguinte: se Deus CRIA O MAL e ele PERMITE que o tal diabinho inventado o use, qual o propósito desse "bondoso" ser?
Outra: se ele QUE CRIA O MAL e o deixa existir só para que possamos usar nosso livre-arbítrio para escolher entre o bem e o mal, porque o cristianismo utiliza a DOUTRINA DO MEDO para com seus fiéis e também em suas pregações? Ora, se Deus é bondoso(?), todo-poderoso (?) por quê prover tanto medo e terror fazendo com que seus fiéis se achem pecadores até o dia de suas mortes? rs
Mais uma: a primeira afirmação do versículo Eu sou o SENHOR, e não há outro; além de mim não há Deus, essa afirmação também está em Dt 6.4: Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor, como pode haver uma trindade? Onde, em que momento, livro, capítulo e versículo do Antigo Testamento DEUS afirma que ele é uma trindade?
Bom, temos aqui um Deus qu é "bondoso", onipotente e onipresente que sabe tudo o que vai acontecer (se ele sabe tudo, sabe o resultado. Se sabe o resultado, ele o determinou, então, quem é o culpado?), que afirma que é único e indivisível e que também cria o mal, então, como é que fica? Aguardo anciosamente alguém poder esclarecer essas dúvidas cruéis ... rs


